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Prova de Vinhos Gloria Reynolds -
16.Fev.2009

Thomas Reynolds, marinheiro e comerciante inglês, chega a Portugal em 1820,
atraído pelo negócio do vinho; é na cidade do Porto que se estabelece com os
seus dois filhos, Thomas e Robert. Durante algum tempo abastecem, a partir dali,
o seu armazém comercial em Londres com diversos produtos ibéricos. Em 1838,
introduzem-se na indústria corticeira e criam uma fábrica de rolhas em
Albuquerque, Espanha, onde vivem durante onze anos. A actividade é lucrativa,
expande-se e em breve abrem novas fábricas de rolhas de cortiça em Portugal e
Espanha. A família regressa a Portugal em 1850 e fixa residência em Estremoz,
ainda que por pouco tempo.
Thomas
e o seu filho homónimo não se acomodam e, movidos pelo mesmo espírito
empreendedor, embarcam com a família rumo à Nova Zelândia. A travessia duraria
130 longos dias e com eles transportavam um enorme rebanho de ovelhas merinas.
Nunca regressaram a Portugal. Robert fica em Estremoz à frente dos negócios, que
rapidamente desenvolve com a aquisição de novas terras e a produção de vinhos de
qualidade, actividade esta que exercia com particular empenho e paixão. O
Alentejo converte-se no berço definitivo dos Reynolds de Portugal e de Robert, o
patriarca da família. Desse berço procedem o filho primogénito de Robert, Robert
Rafael e, deste, Carlos. Carlos tem uma primeira filha chamada Gloria, Gloria
Reynolds. Em sua honra, e de todos os seus antepassados que viveram no Alentejo,
Julián, filho de Gloria, produz um vinho de qualidade, que leva o nome da sua
mãe: Gloria Reynolds.
Influenciada
pelo microclima da Serra de S. Mamede, num lugar de imensa beleza, surge
Figueira de Cima: duzentos hectares de prados raiados de verde, dourado e
castanho intenso. Ali, a vista enche-se de céu e montanha, os carvalhos e os
sobreiros são como rebanhos na paisagem. Os quarenta hectares de vinha situam-se
no cimo do cerro, o que lhe proporciona uma drenagem adequada e natural e uma
excelente exposição solar; os solos são xistosos e a diferença de níveis produz
uma acentuada variação térmica entre o dia e a noite, o que favorece a óptima
maturação da uva. As principais variedades plantadas são as tradicionais da
região: Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouchet, este última introduzida em
Portugal pela família Reynolds há mais de um século e meio.
A
adega encontra-se num velho edifício, usado no passado como estábulo de bois. A
sua reconstrução e transformação respeitam integralmente a estrutura original:
espessas paredes de pedra, tectos de madeira de castanheiro e solo de ardósia. É
o local perfeito para a elaboração de um vinho excelente, com uma temperatura
média inferior a 20º C e um bom nível de humidade permanente. Grandes cubas de
carvalho francês, fabricados especialmente para esta adega pela prestigiada
tanoaria francesa Seguin Moreau, são utilizados na vinificação, tal como com os
grandes "Chateaux". Durante a vindima cada variedade de uva é colhida à mão em
pequenas quantidades; depois fermenta nas cubas por decantação, sem pisar, num
processo totalmente manual. O envelhecimento do vinho faz-se separadamente em
barricas de carvalho francês da mesma tanoaria das cubas. A combinação das
distintas variedades tem lugar apenas e imediatamente antes do engarrafamento do
vinho. A adega tem duas marcas de vinho no mercado: FIGUEIRA DE CIMA tinto e
branco e GLORIA REYNOLDS, tinto e branco. Produz ainda um vinho licoroso, sob a
antiga etiqueta familiar ROBERT R. REYNOLDS, ao estilo dos "desert wines" do
passado. O GLORIA REYNOLDS é apenas produzido em anos de colheita excelente e é
comercializado em termos exclusivos através de um clube de sócios.
Estiveram em Prova os seguintes vinhos:
: Julian Reynolds Branco 2007
: Carlos Reynolds Tinto 2006
: Julian Reynolds Tinto 2005
: Gloria Reynolds Tinto 2004
Estes vinhos estão disponíveis no Restaurante Forno da Cidade ao preço
especial de garrafeira até à próxima prova.
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