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A Literatura e o Vinho - 14.Abr.2008

 

A 21ª Prova de Vinhos foi um novo marco no evento, juntando à gastronomia única do Forno da Cidade e à excelência dos vinhos apresentados uma nova componente cultural, a literatura e a música, como primeiro resultado de uma parceria que o Grupo Arnaldo Dias estabeleceu com a Municipália.

Os vinhos da noite foram trazidos pela Casa de Santar e apresentados por Pedro de Vasconcellos e Souza, Conde de Santar, que falou da Casa de Santar, na sua família há mais de 15 gerações (desde 1616), e das características daquela zona do Dão, excelentes para a produção de bons vinhos. Com 103 hectares de vinha, a Casa de Santar fica entre Viseu e Nelas, na Região Demarcada do Dão (que faz 100 anos em 2008) entre dois rios, o Dão e o Mondego e entre duas serras, o que cria um microclima único para a produção de vinho de qualidade.

 

 

O primeiro vinho a desafiar gostos e paladares foi o Casa de Santar Branco de 2007, de aroma floral e pêssego, um teor alcoólico de 12,5%, e um paladar untuoso e fresco, produzido com as castas Encruzado, Cerceal e Bical. O Casa de Santar Reserva Branco de 2007 foi o segundo vinho a ser provado, com características idênticas ao primeiro resulta da fermentação separada das castas em cubas de inox durante sete dias a 28-30ºC e tem um teor alcoólico de 13,7%. Conde de Palma, tinto, de 2006 foi o terceiro vinho a chegar à mesa dos convidados. Alentejano, é das castas Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouchet, estagiou em barricas novas de carvalho francês e, com a sua cor rubi intensa, tem o aroma a frutos maduros complexos e um paladar encorpado, com taninos nobres macios e envolventes. O último dos vinhos apresentados nesta noite especial foi o Casa de Santar Reserva Tinto de 2004, da Região Demarcada do Dão. É um vinho das castas Touriga Nacional, Alfrocheiro e Tinta Roriz, com um estágio de 10 a 12 meses em barricas novas de carvalho francês e de seis meses, no mínimo, em garrafa. Com o teor alcoólico de 14%, tem um aroma a frutos maduros complexos e um paladar encorpado.

 

Nesta prova, intercalando os vinhos, o Forno da Cidade e a Municipália foram servindo um outro “produto” cuidadosamente seleccionado por Manuel Coelho, Director Artístico do Centro Cultural da Malaposta, para este encontro do vinho com a literatura. O Maestro José Machado com o seu violino trouxe-nos Johann Strauss e Henry Mancini, com as composições “Vinho, Mulher e Canto” e “Days of wine and Roses” respectivamente, com a excelente qualidade interpretativa de sempre. Paula Nunes, actriz residente em Odivelas, pegou nas palavras do poeta Fernando Pessoa, com alma e calor, e encheu a noite com seis poemas de “Canções de Beber”. O último item deste menu cultural veio com a voz da cantora lírica Lucília São Lourenço que, acompanhada ao piano pelo Maestro Nuno Lopes, trouxe duas áreas de Puccini: Turandot e Tosca.

Esta componente da Prova de Vinhos resultou do Protocolo assinado entre o Grupo Arnaldo Dias e a Municipália.

 

Os vinhos apresentados pelo enólogo da Casa de Santar, Pedro de Vasconcellos e Souza, foram os seguintes:

 

    : Casa de Santar Branco 2007

    : Casa de Santar Branco Reserva 2007

    : Conde de Palma Tinto 2006

    : Casa de Santar Tinto Reserva 2004

 

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